Boa noite!
Professor de Sociologia da Educação
Subchefe do Departamento de Educação (IEAR/UFF)
Membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPEX/UFF)
SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO - Informativo das Disciplinas de Sociologia do IEAR-UFF / Prof. Marcos Marques de Oliveira
Boa noite!
Professor de Sociologia da Educação
Subchefe do Departamento de Educação (IEAR/UFF)
Membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPEX/UFF)
Recebemos, no último episódio do ciclo de debates “Padrões e Dilemas com Florestan Fernandes”, o professor Matheus Gato de Jesus, do departamento de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Campinas – a famosa UNICAMP.
Matheus Gato, como é mais conhecido, tem se destacado no debate público e acadêmico sobre diversos temas emergentes da nossa contemporaneidade, tais como: racismo, classificações raciais, violência racial, intelectuais negros, literatura e pós-abolição.
Um indício da importância de sua contribuição é o belíssimo livro “O Massacre dos Libertos: Sobre raça e República no Brasil”, publicado pela Editora Perspectiva, que ficou entre os finalistas do Prêmio Jabuti de 2021, na categoria de Ciências Sociais.
Além da vinculação institucional com a UNICAMP, onde coordena Núcleo de Estudos Carolina Maria de Jesus, nosso convidado de hoje tem colaborado em pesquisas em outras importantes instituições do Brasil e do mundo, tais como: o Núcleo Afro do CEBRAP (o nosso Centro Brasileiro de Análise e Planejamento); e o Centro Hutchins de Estudos Africanos e Afro-Americanos da Universidade de Harvard.
É sob essas credenciais que perguntamos ao professor:
- Matheus, pensando nas categorias de “raça” e “racismo”, a partir da obra seminal de Florestan Fernandes, com quais dilemas raciais nós estamos lidando na atual conjuntura?
Na próxima quinta-feira (17/10/2024), às 18h, será lançado na Sala Carlos Couto, no Teatro Municipal de Niterói (RJ), o terceiro volume da Coleção “Diálogos com Pensadores da Educação Brasileira”, intitulado “Ensaios sobre Florestan Fernandes”.
A obra, que homenageia o criador da Escola Paulista de Sociologia, além de dedicada à Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST, traz uma diversificada coletânea de ensaios que articulam o seu pensamento em diálogo com outros grandes intelectuais.É possível um pensar autônomo e inovador na periferia do capitalismo?
Eis uma das questões de que trata o pesquisador Diogo Valença de Azevedo Costa, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) na sua reflexão sobre a obra de #FlorestanFernandes - aproveitando o lançamento do livro "Padrões e Dilemas", que reúne textos do mestre da sociologia paulista, junto com um prefácio de Gabriel Cohn (USP) e uma apresentação de André Magnelli (Ateliê de Humanidades).
A obra, vale ressaltar, faz parte da coleção Biblioteca Básica Latinoamericana (BBLA), organizada pelo Ateliê de Humanidades junto com a Fundação Darcy Ribeiro e Tucán Ediciones.
Link da live: https://www.youtube.com/watch?v=yCvzN3o-D_s
Tivesse vivo, o mestre da sociologia paulista faria 104 anos hoje (22/07).
Aqui, uma lembrança dos meus diversos escritos sobre Florestan Fernandes:
O Circuito BBLA tem continuidade com uma conversa sobre "Padrões e dilemas", de Florestan Fernandes (BBLA, volume 9).
Participam: Marcos Marques (UFF), Marcos Abraão Riberio (IFF-RJ) e André Magnelli.
Vicente e Antonio: a história de uma amizade*
A peça “Vicente e Antonio" é de autoria de Oswaldo Mendes e foi lida por quatro atores, sob a direção de Eduardo Tolentino de Araújo, primo de Antonio Candido, e diretor do Grupo Tapa. A conversa segue de uma maneira maravilhosamente fluída e cativante, os personagens, Florestan e Antonio, se percebem fora de seu tempo original, estão nos dias atuais e dialogam muito conscientes de toda sua trajetória de amizade, relembrando os principais eventos que marcaram suas vidas, realizando citações específicas, em alguns momentos, das cartas que escreveram. Talvez o charme principal para essa conversa entre dois amigos, seja o fato de serem quatro pessoas a realizando, representando uma versão mais nova e uma mais velha de cada um, nos permitindo perceber o amadurecimento de Florestan Fernandes e de Antonio Candido.
O carisma dos atores nos permite fantasiar a amizade entre os dois, o amor e a admiração que sentiam um pelo outro, de fato, como dizem na peça, eles já eram mais que amigos, eram irmãos. A naturalidade com que seguem a conversa nos mantém presos, com os ouvidos curiosos, completamente atentos ao próximo detalhe, provocados a descobrir o que acontecerá, ou melhor, o que aconteceu.
Ao longo da peça podemos ver algumas das vitórias e derrotas, algumas das aventuras e desventuras de Florestan e Antonio, principalmente as de Florestan, afinal ele acaba sendo a figura central nesta narrativa, mas, falando em figura central, é possível notar que não se trata de mostrar todos detalhes ou mostrar como Florestan se torna o que foi, “Vicente e Antonio” é sobre a história de amizade que essas duas pessoas viveram, Antonio não seria o mesmo sem a amizade de Florestan, assim como Florestan também não seria o mesmo.
“Vicente e Antonio” é uma peça sobre duas pessoas que não se conheciam, que nasceram em cenários diferentes, mas se encontraram, se tornaram amigos, se tornaram irmãos, e por um tempo ficaram separados, mais longe do que qualquer carta possa alcançar, mas que certamente vão se encontrar mais uma vez.
Eis a nossa participação na mesa-redonda "Ciências versus deseducação: o que Florestan Fernandes diria sobre esse dilema", no seminário "Atualidade e a Urgência de Florestan Fernandes: aprendizados para o Serviço Social’’, realizado pela UFPA.
E que pode ser vista neste link.
Na ocasião, contei com a honrosa companhia do professor Mauro Iasi (UFRJ).
Em breve, o texto que municia a intervenção estará no meu próximo livro "O professor Florestan e as lições que o PT esqueceu"...
OLIVEIRA, Marcos Marques de. A mercantilização dos direitos e os novos dilemas da educação brasileira (p. 92-99). ANDES, Revista Universidade e Sociedade, v. 13, n. 30, Jun. 2003a.
Registro de nossa participação no II Seminário Pensamento Social Brasileiro, realizado pela UFES, quando apresentamos o trabalho "Visões do inferno: a sociabilidade do 'homem comum' brasileiro pela ótica da Escola de Sociologia Paulista".
hashtag Editado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em parceria com a Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), ...