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"Sem dúvida, a Sociologia não valeria uma hora de trabalho... se não fosse para se atribuir a tarefa de restaurar às pessoas o significado de sua própria ação". [Pierre Bourdieu]
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24 de junho de 2015

[Livro] Buey, um marxista sem ismos



Prezad@s,

Segue link para o livro Encontros com Paco Buey, publicado pela Editora da UFMT em 2003, organizado por Artemis Torres e Márcia Pasuch, e agora disponível para download.

Nele, participo com o capítulo "Buey: um filósofo da práxis para o século XXI".

Att. Marcos Marques

4 de junho de 2015

[Lançamento: 23/06] Cidades-Totais: o (nada) sublime espaço pós-moderno


Sinopse
Não é nova a busca de apartamento dos estratos sociais mais favorecidos. A novidade pós-moderna está na negação da utopia modernista, que visava à transformação do externo pela força de uma nova linguagem espacial, baseada na tecnologia e numa organização social de novo tipo - em tese, mais solidária e igualitária.

O fracasso (ou derrota?) dessa perspectiva acarretou na emergência das aglomerações pós-iluministas, que passaram a comportar o que o crítico literário Frederic Jameson denominou de "cidades-totais" - espaços fechados de convivência congêneres à lógica cultural do capitalismo tardio, produtora radical de conformidade e conformismo.

Hotéis, shopping centers e condomínios de luxo são os sintomas mais visíveis desse fenômeno que, segundo o citado marxista norte-americano, colaboram para o esmorecimento da ideia de espaços e homens públicos, em prol da reificação do desejo-fetiche de territórios e seres que se querem exclusivamente privados.

Em espaços desse tipo é que ocorre a junção de estruturas mentais e concretas que produzem a subjetividade contemporânea, evidenciadas não apenas nos citados símbolos da arquitetura pós-moderna, mas também nas opções políticas privatistas engendradas para enfrentar os déficits coletivos de segurança, saúde e educação.

Como afirma o filósofo ítalo-brasileiro Giovanni Semeraro, no prefácio do livro, este ensaio de Marcos Marques de Oliveira, "sem muitos rodeios", leva o leitor a entender a esquizofrenia pós-moderna, ao recriar as análises originais feitas por Jameson em uma das nossas “cidades-totais” periféricas: o World Trade Center (WTC) da necrópole paulistana.


O Autor
Marcos Marques de Oliveira é bacharel em Ciências Sociais e em Comunicação Social. Mestre em Ciência Política e Doutor em Educação Brasileira (UFF). Atualmente é Professor Adjunto III da UFF, responsável pelas disciplinas de Sociologia da Educação e de Educação do Campo, no Curso de Pedagogia do Instituto de Educação de Angra dos Reis (IEAR).

Colabora com o curso de Políticas Públicas, bacharelado que ajudou a criar, no mesmo campus. Desde 10/2013, está vinculado à linha de pesquisa "Filosofia, Estética e Sociedade" do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação (FEUFF), em Niterói. No âmbito administrativo, foi Chefe do Departamento de Educação (DED/IEAR), de 2011 a 2013, e está como Sub-Chefe do mesmo órgão desde junho de 2013.

É, ainda, integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Filosofia, Política e Educação (NUFIPE) e do Grupo de Estudos e Pesquisas em Sociologia, Política e Educação (GEPSPE), com estudos sobre Antonio Gramsci, Educação do Campo, Juventude Rural, Florestan Fernandes, Ensino Privado e Sociologia da Educação.

Livros publicados: Florestan Fernandes - Coleção Educadores (INEP-MEC, 2010); Vozes e visões do campo (Peirópolis, 2009); Os empresários da educação e o sindicalismo patronal (EDUFS, 2002).