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"Sem dúvida, a Sociologia não valeria uma hora de trabalho... se não fosse para se atribuir a tarefa de restaurar às pessoas o significado de sua própria ação". [Pierre Bourdieu]
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26 de abril de 2012

Manifesto em Apoio às Organizações Sociais do Campo


Na segunda-feira, dia 16 de abril, foi entregue oficialmente o "Manifesto de Intelectuais em Apoio à Declaração das Organizações Sociais do Campo" ao ministro Gilberto Carvalho.

O Manifesto reuniu 2.007 assinaturas - incluindo a do autor deste Blog - e obteve adesões de nomes expressivos de estudiosos da questão agrária, além de pesquisadores de outras temáticas, envolvendo antropólogos, sociólogos, economistas, historiadores, cientistas políticos, filósofos, jornalistas, psicólogos, advogados, etc.

Abaixo, o texto que foi redigido por Moacir Palmeira (Museu Nacional/UFRJ), Leonilde Medeiros (CPDA/UFRRJ), Sérgio Leite (Museu Nacional/UFRJ), John Comerford (Museu Nacional/UFRJ), Sérgio Pereira Leite (CPDA/UFRRJ) e Marta Cioccari (Museu Nacional/UFRJ);

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Manifesto em apoio à declaração das organizações sociais no campo


Nós, professores e pesquisadores de diferentes instituições do país, declaramos nosso apoio ao manifesto conjunto lançado por doze organizações sociais que atuam no campo - Associação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Cáritas Brasileira, Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento Camponês Popular (MCP), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Via Campesina Brasil - e que deflagraram uma luta unificada em defesa da Reforma Agrária, dos direitos territoriais e da produção de alimentos saudáveis, no Seminário Nacional de Organizações Sociais do Campo, realizado nos dias 27 e 28 de fevereiro de 2012, em Brasília.

Consideramos que, apesar de avanços importantes registrados em políticas – sociais, especialmente - adotadas pelo governo federal nos últimos dez anos, no que tange à questão agrária o essencial ainda está por ser feito.

Entendemos que uma solução definitiva para a questão agrária passa pela democratização da propriedade da terra. O desempenho econômico do chamado agronegócio, em algumas regiões do país, não deve maquiar a existência de precárias condições de vida de amplos segmentos da população tanto na cidade como no campo. Além disso, há ilegalidades que precisam ser enfrentadas, como a existência de milhões de hectares da União ocupados irregularmente por grandes fazendas, em estados como o Mato Grosso, enquanto milhões de famílias aguardam por um pedaço de terra para plantar.

As áreas de concentração de assentamentos rurais em todo o país mostram, por outro lado, que uma distribuição de renda mais efetiva pode ser conquistada em situações com forte presença da agricultura familiar.


Reconhecemos que pôr um fim a séculos de exploração e de desigualdades existentes no país não é tarefa fácil para nenhum governo, mesmo porque muitos avanços relacionados à democratização do uso do solo, da água e proteção dos recursos naturais tropeçam, por vezes, em decisões de um Congresso que, em boa parte, está comprometido com formas (tradicionais ou modernas) de dominação social. No entanto, é preciso que este governo se empenhe fortemente para evitar a produção de novas iniquidades tanto na cidade como no campo.
 
Importantes medidas foram tomadas – como o limite imposto à estrangeirização das terras no país -, mas há questões prementes que se encontram estancadas, inclusive registrando-se um declínio no processo de desapropriação de terras para a Reforma Agrária e no orçamento destinado a este fim. É preciso uma reação firme e decidida a isso. É preciso que o governo se comprometa a implantar uma Reforma Agrária ampla, massiva e imediata, beneficiando populações rurais e urbanas.
 
Uma questão que não pode ser esquecida está relacionada às consequências sociais e ambientais da construção de novas barragens para hidrelétricas. Obras desta natureza não podem ser levadas a efeito sem se considerar seriamente os impactos sociais, ecológicos, econômicos e culturais para as populações atingidas, direta ou indiretamente, por estas drásticas modificações na paisagem e em seu modo de vida. O governo deve ficar atento ainda à atuação das mineradoras que vêm conduzindo um processo de expropriação das populações tradicionais nos locais onde operam, muitas vezes com ameaças veladas (e até mesmo explícitas) às terras indígenas.
 
Por fim, enfatizamos que é preciso acabar com a impunidade envolvendo os crimes e as violências praticadas no campo contra trabalhadores, líderes sindicais, ativistas sociais e religiosos – crimes esses que maculam, escandalosamente, a construção da democracia no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Os assassinatos, as violências, as perseguições e as intimidações praticadas pelo latifúndio, por fazendeiros, empresários, grileiros e por seus agentes (jagunços, pistoleiros e milícias privadas) não podem ter lugar e ficar impunes num país democrático.

Outro modo de violência está relacionado às formas degradantes do trabalho, com uma exploração abusiva da mão-de-obra e desrespeito total aos direitos. Em que pesem as manifestações e ações de setores do governo em relação a estas questões, há muito ainda por ser feito para que as violências no meio rural sejam efetivamente punidas e para que os direitos dos trabalhadores, assim como os direitos humanos, passem a ser respeitados.
 
Pelas razões expostas, unimo-nos ao manifesto lançado pelas doze entidades, que configura uma aliança histórica entre essas organizações que atuam no campo, no sentido de pressionar o governo a acelerar a Reforma Agrária e a promover políticas para o desenvolvimento rural com distribuição de renda, entre outros aspectos.
 
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21 de abril de 2012

Eventos da UFF na semana de 23 a 30 de abril

- 21 a 29/4 - Exposições no Projeto Spettacolo - Encontro Itália-UFF
- http://eventos.uff.br/exposicoes-no-projeto-spettacolo-%E2%80%93-encontro-italia-uff

- 23 e 24/4 - 3º Ciclo Internacional de Conferências e Debates: "Crises na Esfera Educativa - Violências, Políticas e o Papel do Pesquisador"
- http://eventos.uff.br/3%C2%BA-ciclo-internacional-de-conferencias-e-debates-%E2%80%9Ccrises-na-esfera-educativa-violencias-politicas-e-

- 24 a 27/4 - Semana Iear (Instituto de Educação de Angra dos Reis) 2012
- http://eventos.uff.br/semana-iear-2012

- 25 a 28/4 - Congresso das Américas sobre Educação Internacional (Caei) 2012
- http://eventos.uff.br/congresso-das-americas-sobre-educacao-internacional-caei-2012

- 25/4 - UFF Debate Brasil - Tema: "Planejamento e Sustentabilidade na Engenharia das Cidades"
- http://eventos.uff.br/uff-debate-brasil-tema-%E2%80%9Cplanejamento-e-sustentabilidade-na-engenharia-das-cidades%E2%80%9D

- 25/4 - Festival Internacional do Filme de Pesquisa sobre História e Memória da Escravidão Moderna
- http://eventos.uff.br/festival-internacional-do-filme-de-pesquisa-sobre-historia-e-memoria-da-escravidao-moderna

Abs, Marcos Marques

Sobre "voluntariado": diálogo com um anônimo


Para dar mais visibilidade a um diálogo que venho travando com um leitor anônimo desse nosso blog, coloco em post os comentários incluídos na última postagem, na qual eu informava aos alunos sobre a possibilidade de participar como voluntários da Rio +20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será realizada de 13 a 22 de junho de 2012.

Como estive presente na Rio 92, especialmente para assistir uma inesquecível apresentação da saudosa banda punk francesa "Mano Negra" (com a riquíssima participação de Jello Biafra, vocalista da californiana "Dead Kennedys"), penso que para universitários em formação (como eu era na época) é uma boa oportunidade para assistir importantes palestras sobre o tema da "sustentabilidade" e, ainda, fazer contatos para, quem sabe, futuras oportunidades.

Mas, parece que o Sr. Anônimo não concorda, como se verá a seguir:

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[Anônimo disse...]

"Trabalho voluntário não! Devemos dizer não a qualquer forma de trabalho voluntário.Todos devem ser recompensados financeiramente pelo suor de seus trabalhos."


[Marcos Marques respondeu...]

"Como o termo expressa: é voluntário. Vai quem achar que pode ser interessante ganhar experiência sobre o assunto e fazer contatos que possam, quem sabe, no futuro, servir de "meio de vida". O "valor", como ensinava o velho Marx, nem sempre é em "moeda".


[Anônimo replicou...]

"Então ser voluntariado este é o grande problema nos dias atuais. Se pensarmos desta forma estaremos também compartilhando da idéia de trabalhar como voluntariado na Copa. Enquanto uns trabalham numa forma escravocrata , mesmo que mesmo "voluntariamente" queira fazer tal trabalho que em suma é uma coisa sacerdotal. Poderiamos isso é opção. Devemos dizer e mostrar a verdadeira faceta do que significa um trabalho voluntário em uma instituição que não é filantrópica e sim que estas instituições são milionárias, logo deveria sim pagar pelo serviço prestrado. Se agirmos desta forma estaremos ainda compartilhando de uma perversidade onde qualquer um pode ser voluntário na escola, desvalorizando e precarizando ainda mais a o trabalho docente.E tem mais eu nunca li que Marx compartilhava dessa teoria de exploração do trabalho alheio.Isso é exploração do trabalho alheio e Marx era fundamentalmente contra."


[Marcos Marques respondeu...]

"Sr. Anônimo, vamos por partes:

a) Não disse e não acho que "ser voluntariado é o grande problema nos dias atuais"; 

b) Não me referi a eventos como a Copa, de caráter institucionalmente privado, mas a Rio +20, organizado por agências multilaterais; 

c) Há diferenças grandes entre "sacerdócio" (pra vida inteira) e trabalho eventual "voluntário";

d) Assim, como "eventual", pode até mesmo dinamizar de forma progressiva o ambiente de alguns espaços que devem ser "públicos", não "estatais";

e) Também não disse que Marx compartilhava disso ou aquilo, mas apenas fiz referência sobre a teoria do Valor na obra do respectivo pensador, na qual o sentido de "valor" não se restringe à "moeda" (quem faz isso são os burgueses).

Por fim, apenas agradeço por dar mais dinamicidade a esse espaço dedicado apenas a troca de idéias com os alunos da nossa disciplina. Isso ajuda no esclarecimento de todos os pontos de vistas - todos, diga-se, válidos para o esclarecimento da "verdade", que não está nos "pontos", mas entre eles, na própria relação."



[Anônimo treplicou...]

"O debate está bom, por isso resolvi postar novamente.

Como vc fala, o ponto de nosso desencontro é o trabalho voluntário. Certo? Apesar de não concordar com esta forma pensar, o qual acredito que é sim uma forma de exploração do trabalho alheio, eu vou considerar seu ponto de vista.

Não me referi a eventos como a Copa, de caráter institucionalmente privado, mas a Rio +20, organizado por agências multilaterais. Então, gostaria de saber qual a diferença de uma entidade privada que recebe (muito) dinheiro público (a copa) e entidades como as que organizam eventos como este Rio+20 que em suma são mecanismos multilaterais que representam os interesses do grande capital. Entidades como ONU, UNESCO, são organismos que representam sim interesses do Capital Internacional.

O termo sacerdócio foi usado metaforicamente, como forma de representar e comparar formas de trabalho. Então, eu trabalho eventualmente e recebo um valor financeiro (mesmo que ainda discorde do salário), ou seja, é a troca (que por sinal é única forma que o trabalhador possui para sobreviver). É a venda de seu corpo, o que por si só representa uma grande desvalorização do ser humano. Agora pensamos. Se com toda essa exploração, com toda essa desvalorização nos já trabalhamos quase que em troca de um prato de comida, imaginemos esta concepção, que o individuo vai trocar seu trabalho (para uma entidade que poderia pagar pelo seu serviço) apenas por uma troca de favores, de míseros contatos? Mas, isso não é nada, pois atrás de tudo isso, existe uma ideologia perversa, em reproduzir uma ideia de voluntariado, que em outras palavras significa o desmonte do estado em prol das prioridades constitucionalmente conquistadas com lutas. Neste momento não estou fazendo referências a COPA, RIO +20, UNESCO, ONU. Estou sim fazendo um breve comentário sobre o desmonte do estado, dos direitos historicamente adquiridos.

E sobre Marx, você o citou de forma equivocada, talvez tenha sido infeliz em sua colocação, porque em outras palavras o trabalho voluntário é uma forma de representar, mesmo que implicitamente a ideologia dominante, da burguesia, dos organismos internacionais ditos de apoio educacional, como a própria UNESCO.

E do mais, espero estar aqui contribuindo com o debate, pois não existem verdades prontas e terminadas, mas sim devemos fazer o debate numa perspectiva sempre dialética e dialógica."


[Marcos Marques respondeu...]

"Sr. Anônimo,

Obrigado, novamente, pela participação. O diálogo, apesar de polissêmico, é realmente construtivo.

Apenas algumas discordâncias a considerar.

Não cito Marx (logo, não me equivoco). Apenas utilizo uma de suas teorias, a do "Valor", para analisar um fenômeno que, diga-se, não é novo: participação "voluntária" em determinados campos.

Sobre a identificação das agências multilaterais como organismos do "capital", estrito senso, creio que não coaduna com a postura do socialismo comunista do velho barbudo, de caráter - sempre - internaciolista.

Mas, como marxismo não é igreja, vale, como já disse, qualquer ponto de vista - desde, claro, com algum embasamento.

E se ser "dialético" e "dialógico" é rejeitar qualquer participação nas instâncias do mundo existente, o que dizer de Marx (redator de um jornal liberal), Gramsci (partícipe de um partido reformista), Engels (industrial!), entre tantos, que souberam não confundir o "desenho" de um mundo ideal com as armas de transformação do mundo real?

A não ser que acreditemos (o que é um direito) que haja só um caminho... E que esse caminho é, justa e dogmaticamente, o que a gente acredita.

Abs, Marcos"

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Bem, eis o debate.

Sobre "voluntariado", especificamente, para um melhor entendimento de minha visão sociológica sobre o fenômeno, sugiro a leitura do artigo "Os carrascos 'voluntários' da mídia", publicado em 24 de junho de 2003, no Observatório da Imprensa.

Mas, atenção: uma coisa é construir um ponto de vista crítico sobre um fenômeno; outra coisa é vivenciar esses mesmos fenômenos para aperfeiçoar nossa formação e, quem sabe, até mesmo encontrar novos elementos para aprofundar nossos pontos de vista.

Forte abraço,

Marcos Marques

17 de abril de 2012

Aluno UFF: seja voluntário na Rio +20

Os estudantes da UFF têm até o dia 19 de abril para se inscrever no processo de seleção de voluntários da Rio +20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.


O evento se realiza de 13 a 22 de junho, no Riocentro, Jacarepaguá. 


Veja o edital: http://www.noticias.uff.br/noticias/2012/04/edital-voluntario-rio-20.pdf

UFF comemora 20 anos em Angra dos Reis




Em 2012, a UFF completa 20 anos de atividades na Costa Verde. Para comemorar, o Instituto de Educação de Angra dos Reis (IEAR/UFF) realizará, de 24 a 27 de abril, a Semana IEAR 2012, com o seguinte tema: "Educação, políticas, identidades e territórios na Costa Verde”.

É em torno destas questões que diversas atividades acadêmicas foram organizadas, com o objetivo não só de discuti-las, como também de divulgar o plano de expansão da UFF para a respectiva região, que abrange a consolidação do Curso de Pedagogia e a oferta de novas oportunidades de formação em Ensino Superior para a população: o Magistério Indígena Guarani Mbya; a Licenciatura em Geografia; e o Bacharelado em Políticas Públicas.

Todos estão convidados!

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PROGRAMAÇÃO

24/04 - Terça-feira

16h: Mesa-Redonda
Formação de professores indígenas guarani
Com Poty Porans (Profa. da Escola Estadual Indígena Djekupé Amba Arambu / Barragem, SP) e Algemiro da Silva Karai Mirim (Prof. da Escola Indígena Estadual Guarani Karai Kuery Renda / Angra dos Reis, RJ)

18h: Lançamento de Filme
Kyringue Mbya Reko, de Domingos Nobre

19h: Mesa-Redonda
Formação de professores indígenas guarani (2ª Parte)


25/04 - Quarta-feira

10h: Palestra
História da Formação Docente no Brasil
Drª Sônia Lopes (Faculdade de Educação da UFRJ)

16h: Mesa-Redonda
Perspectivas do Ensino de Geografia em Angra dos Reis
Com os mestres Yasmin RibeiroLeonardo ArantesSaulo Ladeira, Professores do Curso de Licenciatura em Geografia do IEAR/UFF

18h: Apresentação Musical
"Parabolicamará", com a Cia. das Artes Severinas

19h: Mesa-Redonda
Geografia e Formação do Professor
Com os doutores Carlos Walter Porto-GonçalvesRuy Moreira, Professores do Departamento de Geografia da UFF


26/04 - Quinta-feira

16h: Vídeos e Debates
Bracuí: velhas lutas, jovens histórias,  de Paulo Carrano (FE/UFF)
É minha terra..., de Ana Mota (ICHF/UFF) e Paulo Carrano (FE/UFF)
Jongos, Calangos e Folias. Música Negra, Memória e Poesia, de Hebe Mattos e Martha Abreu

19h: Mesa-Redonda
Direitos territoriais e demandas por reconhecimento na região da Costa Verde: os quilombos da Marambaia, de Santa Rita do Bracuí e Alto da Serra
Com o Dr. André Videira (NAPP/UFRRJ), o Dr. Fabio Mota (PPGA/UFF) e a Ms. Mirian Alves (IEAR/UFF)


27/04 - Sexta-feira               

16h: Palestra
Educação nos terreiros e como a escola se relaciona com as crianças do candomblé
Com a Drª Stela Guedes Caputo (PROPED/UERJ)

19h: Palestra
A cidade como espaço educativo
Com a Drª Maria Tereza Goudard Tavares (FFP/UERJ)

21h: Encerramento
Roda de samba


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Local do Evento:
Pólo Universitário Jair Travassos
Avenida do Trabalhador, 179 – Jacuecanga
23914-360 – Angra dos Reis, RJ – Brasil
Telefone: (24) 3365-1642

APOIO
Secretaria de Educação, Ciências, Tecnologia de Angra dos Reis

OBS: Será fornecido Certificado de Participação aos previamente inscritos.