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"Sem dúvida, a Sociologia não valeria uma hora de trabalho... se não fosse para se atribuir a tarefa de restaurar às pessoas o significado de sua própria ação". [Pierre Bourdieu]
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29 de maio de 2012

I Seminário Internacional: Desigualdade e Desenvolvimento


O Centro de Estudos sobre Desigualdade e Desenvolvimento (CEDE/UFF) realiza seu primeiro seminário internacional interdisciplinar com o objetivo de divulgar resultados de pesquisas conduzidas por seus pesquisadores e estudantes.

O CEDE/UFF reúne linhas de pesquisa de professores de vários departamentos da UFF – tais como de Ciência Política, Economia, Educação, Direito, Matemática e Estatística -- e de pesquisadores associados de outras universidades.

O evento, que contará com a participação especial dos professores Carlo Panico (UNINA/Itália) e Martín Puchet (UNAM/México), ocorrerá entre os dias 11 e 13 de junho de 2012, na Faculdade de Economia/UFF (nos dias 11 e 13) e no ICHF/UFF (no dia 12).

Veja a programação:

Dia 11 (Segunda-Feira) - Faculdade de Economia

Palestra: “A desregulamentação financeira e a desigualdade no mundo contemporâneo”, Prof. Carlo Panico (Università Degli Studi Di Napoli)

Mesa:   "Desigualdade, Cultura Jurídica e Cultura Política", com Roberto Kant Lima (Direito/UFF), Isabel de Assis Oliveira (IFCS/UFRJ) e Renato Lessa (Ciência Política/UFF).
Mesa:   "Desigualdade e Crescimento", com Carmem Feijó (Economia/UFF), Marcos Lamonica (Economia/UFF), José Luis Oreiro (Economia/UnB), Danielle Carusi (Economia/UFF) e Claude Cohen (Economia/UFF)


Dia 12 (Terça Feira) - ICHF

Mesa: "Políticas redistributivas", com Martín Puchet (Economía Aplicada/UNAM), Celia L. Kerstenetzky (Ciência Política/UFF), Fábio Waltenberg (Economia/UFF) e Yasmin Salazar (PPGE/UFF)

Mesa: "Desenvolvimento, meio-ambiente e contextos pluriétnicos", com Claude Cohen (Economia/UFF), Monique Barreto (PPGE/UFF), Emmanoel Boff (Economia/UFF) e Ronaldo Lobão (Direito/UFF)

Mesa: "Desigualdade e Educação", com Márcia Carvalho (Estatística/UFF), F. Waltenberg (Economia/UFF), Hustana Vargas (Educação/UFF), Fábio Waltenberg (Economia/UFF) e Ariana Brito (PPGE/UFF)

As inscrições (gratuitas) serão feitas no primeiro dia do evento, entre 9:30h e 10:00h.

16 de maio de 2012

Greve docente nas IFES: informes

Prezad@s,

Na mídia, geralmente, as informações sobre as greves ficam restritas a questões de reajuste salarial. Mas há outras coisas em jogo. No vídeo aqui postado, conheçam um pouco do debate sobre as mudanças na carreira dos docentes das Instituições Federais de Ensino.

Temos, ali, quatro propostas: Governo, PROIFES, SINASEFE e ANDES-SN (que é o sindicato ao qual estamos ligado pela ADUFF).

Amanhã, dia 17/05, a ADUFF se reúne para debater o indicativo de greve a partir do dia 22/05.

Mais notícias, no site da entidade.

12 de maio de 2012

Cotas: o que as manchetes escondem


Aproveitando o 13 de maio, socializo um antigo artigo meu, publicado há quase dez anos, no Observatório da Imprensa, sobre o tema "Cotas", que voltou à cena depois da decisão do STF de considerar legítima as políticas de ação afirmativa que incluem reserva de vagas a partir do corte étnico.
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RESERVA DE COTAS
O que as manchetes escondem

Marcos Marques de Oliveira (*)
O "vestibular das cotas" da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, para além de seus defeitos e virtudes, teve o mérito de recolocar em pauta um tema há muito esquecido pela sociedade brasileira. Não falo aqui das posições pró ou contra as cotas étnicas ou por origem de instituição, assunto de quase todas as notícias relativas ao acontecimento. O que quero enfatizar é o voluntário desmonte da universidade pública, gratuita e de qualidade, processo que se consolidou com as políticas educacionais dos governos do intelectual Fernando Henrique Cardoso.
Não vai aqui nenhuma denúncia efusiva contra o renomado sociólogo, mas apenas o reconhecimento de que este resultado corresponde aos princípios filosóficos e éticos que permeiam o ideal político do grupo que representa. Na perspectiva do bloco de poder que assume a hegemonia das políticas públicas no período 1994-2002, estavam esgotadas as potencialidades do nacional-desenvolvimentismo, principalmente no que se refere ao papel destinado ao Estado.
Como destaca o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado de 1995, esse modelo mostrou-se superado por três motivos: a) pela crise fiscal, devido a crescente perda de crédito estatal, o que tornou a poupança pública negativa; b) pelo esgotamento da estratégia estatizante de intervenção do Estado; c) pela antiquada forma de administração estatal, caracterizada pela gerência política-burocrática.
O "novo Estado" idealizado pelo bloco político capitaneado pelo PSDB deveria deixar de ser responsável direto pelo desenvolvimento econômico e social, tendo que se fortalecer como promotor e regulador deste processo. Sua função, portanto, estaria restrita a uma ação redistributiva dos bens sociais e ao cumprimento do clássico objetivo hobbesiano de garantir a ordem interna e a segurança externa.

Ciência e mercado

Para tanto, tornava-se premente a transferência para o setor privado das atividades que pudessem ser controladas pelo mercado. A privatização e a constituição do setor público não-estatal (o chamado "terceiro setor") seriam os grandes instrumentos de execução dos serviços que não demandariam o exercício do poder do Estado, mas apenas o seu subsídio. Neste campo, junto aos serviços de saúde e cultura, estaria a educação, principalmente no que se refere ao acesso do ensino superior e ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia.
A conseqüência dessa política na área educacional foi o selvagem processo de empresariamento do antigo 3º grau. O setor privado, segundo o Censo Escolar de 2001, detém 87% das instituições e 69% das matrículas. Enquanto, de 1994 a 2001, o número de alunos em instituições privadas cresceu de 970.584 para 2.091.529 (115%), nas instituições públicas as matrículas passaram de 690.450 para 939.225 (36%). Tal processo inverteu a tendência do período 1990-1994, quando o setor privado cresceu apenas 0,9%, e o público, 19,3%.
Uma avaliação incauta poderia argumentar que, de qualquer forma, o "negócio" cresceu. Sim, mas em que condições? De um lado, houve o sucateamento das instituições públicas de ensino, que sofreram com a mitigação de recursos e a desmobilização do seu corpo de funcionários, afetados pelo congelamento dos salários, a terceirização dos serviços de manutenção e as cada vez mais precárias condições de ensino e pesquisa. Só para se ter uma idéia, os valores das bolsas de mestrado e doutorado continuam hoje com os mesmos de 1994.
A exceção ficou por conta dos denominados "núcleos estratégicos" estimulados pelo poder político, que serviram para o acirramento da concorrência e inviabilizar qualquer resistência. Soma-se a isso o cada vez maior estreitamento entre a produção científica destes núcleos e os interesses do mercado globalizado, que através das fundações e das organizações sociais podem inviabilizar pesquisas de amplo interesse público e social.

Em vigor, o subcapitalismo

Do outro lado, a expansão privada mostrou sua face cruel. A multiplicação de cursos não acompanhou o investimento em infra-estrutura, salário docente e condições de pagamento da clientela (apesar do esforço governamental em aumentar o chamado "crédito educativo"). O resultado, como demonstra a corrosiva disputa midiática entre universidades, centros universitários e faculdades isoladas, é a multiplicação de cursos de péssima qualidade, professores com inumanas condições de trabalho (salários atrasados, número exacerbado de aulas, vários vínculos empregatícios) e alunos humilhados com as estratégias de combate à inadimplência. Com esse quadro, dá para imaginar as condições de ensino-aprendizagem a que estão submetidos os futuros médicos, jornalistas, juristas, psicólogos, educadores...
Desta forma, para além do mecanismo das cotas (que pode ser, dependendo da forma de implementação e da consciência de seus limites, um importante instrumento compensatório para históricas dívidas sociais), o que deve pautar as políticas educacionais é o debate sobre o modelo de desenvolvimento sócio-econômico que o atual bloco político pretende implementar, o que, por sua vez, determina qual o papel do Estado na promoção dos direitos fundamentais do homem, no qual está incluso o acesso à educação, há muito proclamados nas declarações universais e na Constituição nacional.
A continuar a sublimação deste debate, permanecerão as estratégias de precarização e privatização dos agora chamados "serviços" públicos, que deixam de ser pensados a partir das políticas de universalização e igualdade para dar lugar ao voluntarismo de uma pretensa sociedade civil homogênea e à clássica novidade das políticas promotoras da denominada equidade de oportunidades.
O horizonte das cotas, portanto, deve ser a universalidade do bem-estar social, que no caso do ensino superior se expressa na possibilidade de acesso de um público cada vez mais amplo a uma educação de qualidade socialmente referenciada que justifique sua gratuidade.
Terminando uma de suas teses, o sociólogo Fernando Henrique colocava a questão: subcapitalismo ou socialismo? Sei que a opção pelo segundo modelo, se é que ele existe, não é tarefa das mais fáceis. No entanto, a continuar o consenso que paira sob governo, sociedade e mídia deste país tupiniquim, as políticas de manutenção do primeiro estágio permanecerão sendo implementadas.

(*) Jornalista, cientista político e pesquisador da UFF; autor de O desenvolvimento da ação sindical do ensino privado brasileiro(Preal/Fundação Getúlio Vargas, 2001) e Os empresários da educação e o sindicalismo patronal (Edusf, 2002)
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"Para além do mecanismo das cotas (que pode ser, dependendo da forma de implementação e da consciência de seus limites, um importante instrumento compensatório para históricas dívidas sociais), o que deve pautar as políticas educacionais é o debate sobre o modelo de desenvolvimento sócio-econômico que o atual bloco político pretende implementar, o que, por sua vez, determina qual o papel do Estado na promoção dos direitos fundamentais do homem, no qual está incluso o acesso à educação, há muito proclamados nas declarações universais e na Constituição nacional".


Marcos Marques de Oliveira

9 de maio de 2012

Seminário: 80 anos do Manifesto dos Pioneiros


A Educação Brasileira nos 80 anos da publicação do Manifesto  dos Pioneiros da Educação Nova

No marco dos oitenta anos da publicação do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova -- documento publicado em 1932, propondo as diretrizes fundamentais da organização da educação pública brasileira, no contexto de organização da nação republicana – a Decania do CFCH/UFRJ se propõe a refletir sobre a educação pública contemporânea. A intenção é abrir um espaço de reflexão coletiva sobre os rumos, os impasses e as perspectivas da educação pública brasileira. 

O evento também se insere nas comemorações dos 40 anos do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRJ.

Inscreva-se aqui.

Estado Atual da Educação Brasileira

Prezad@s,

A apresentação da aula "Estado Atual da Educação Brasileira" pode ser acessada por aqui.

Aproveito para dar o recado do nosso monitor, Diego Andrade, de que ele está à disposição da turma terças ou quartas, das 18h às 10h. Entrem em contato para marcar as consultas.

Abs, Marcos Marques

8 de maio de 2012

UFF abre Programa de Mobilidade Acadêmica Nacional

As inscrições para o Programa de Mobilidade Acadêmica Nacional Andifes/Santander para o segundo semestre de 2012 já estão abertas e podem ser feitas até dia 25 de maio.

O programa concede bolsas de estudos para os alunos que desejam cursar um semestre em alguma das melhores universidades do Brasil que participam do projeto.

Interessados podem inscrever-se na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), na Reitoria, Rua Miguel de Frias, 9, 2º andar, Icaraí, Niterói, das 9h às 14h.

Consulte o regularmento em www.prograd.uff.br/novo/intercambio.

2 de maio de 2012

I Fórum de Debates sobre a Pedagogia da Alternância

De 07 a 09 de maio de 2012, o Programa de Pós-Graduação em Educação Agrícola da UFRRJ realiza o seu IV Encontro Agrícola de Educação, paralelamente ao I Fórum de Debates sobre a Pedagogia da Alternância. O objetivo é promover a troca de experiências entre alunos e professores de diferentes programas de pós-graduação e monitores de centros de formação sobre a Pedagogia da Alternância.

Estaremos lá no dia 08, das 08h às 11h, participando da mesa-redonda "Educação do Campo, Juventude e Pedagogia da Alternância", com a palestra "Juventude rural e Pedagogia da Alternância".

Mais informações no site do evento.

I Seminário Música e Educação do Instituto de Educação de Angra dos Reis

Entre os dias 14 e 16 de maio, será realizado o I Seminário Música e Educação do Instituto de Educação de Angra dos Reis (IEAR), uma iniciativa do Grupo de Estudos em Trabalho, Cultura e Educação (GETCE) da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Através deste evento, o GETCE fortalecer a linha de pesquisa Música e Educação no IEAR, além de estreitar os laços com os professores de Artes das redes públicas dos municípios que compõem a Região Costa Verde do Sul Fluminense: Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis, Rio Claro e Paraty.


Vale lembrar que com a Lei Federal nº 11.769/2008, o Ensino de Música tornou-se obrigatório na disciplina de Artes, o que vem suscitando um intenso debate e troca de experiências entre educadores musicais de todo o país.




Programação:


14/05 – 18h
“Música, Cultura e Educação” 
Debate com as professoras Regina Márcia Simão Santos, Adriana Rodrigues Didier, Eliane Maria Vieira  e  Neila Ruiz Alfonzo, autoras do livro Música, Cultura e Educação.
 
15/05 – 18h
“Será que sei cantar?”  
Debate com a Profa. Sílvia Sobreira, autora do livro Desafinação Vocal.

16/05 – 16h
“Batucada boa!”  
Oficina com a Profa. Inês Rocha e os alunos do Colégio Pedro II do Rio de Janeiro.



Endereço:
IEAR/UFF
Av. dos Trabalhadores, 179, Jacuecanga - Angra dos Reis

Telefone (24) 3365-1642


Inscrições 
De 23 de abril a 04 de maio de 2012
Pelo e-mail: lucianarequiao.uff@gmail.com

Preço: Gratuito, com Certificação
Número de vagas: 100




Encontro ANPOCS de Iniciação Científica - EAIC

Visando ampliar mais espaço acadêmico aos estudantes de graduação de Ciências Sociais, A ANPOCS comunica que neste ano de 2012, realizará o "Encontro ANPOCS de Iniciação Científica - EAIC", dia 21 outubro, Águas de Lindoia -SP, onde serão apresentados 15 Grupos de Trabalho.

Estes Grupos de Trabalho do EAIC, estarão recebendo submissões de trabalho no prazo de 30 de abril até 25 de maio próximo. Veja o Edital para submissão com os respectivos 15 GTs no site da entidade.