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"Sem dúvida, a Sociologia não valeria uma hora de trabalho... se não fosse para se atribuir a tarefa de restaurar às pessoas o significado de sua própria ação". [Pierre Bourdieu]
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4 de outubro de 2017

[Política e Organização da Educação no BrasiI] Estudo dirigido a ser entregue no dia 20/10/2017

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Alun@s,

Segue o exercício avaliativo a ser entregue no próximo dia 20/07/2017.

Em grupos de 4 (quatro), após a inspiradora leitura da entrevista do historiador italiano Lori Zanatta ("América Latina precisa sair da ideia mágica de redenção"), respondam as seguintes perguntas:

1. Como José Murilo de Carvalho, no texto base do primeiro tópico do curso, define os conceitos de "mandonismo", "coronelismo" e "clientelismo"? 

2. De que forma este mesmo autor relaciona estes conceitos com a conformação sócio-histórica brasileira?

3. Segundo José Murilo de Carvalho, no mesmo texto em questão, a natureza da dominação no Brasil se funda na expansão lenta do poder do Estado, que aos poucos penetra na sociedade e acaba por englobar as classes via patrimonialismo, clientelismo, coronelismo, populismo e, ainda, corporativismo. Você concorda com está análise? Qual seria outra hipótese conclusiva? Justifique.

- Sugestão de leitura complementar e contraditória: "Escravidão, e não corrupção, define sociedade brasileira", de Jessé Souza.

4. Segundo o cientista social Fernando Haddad, no texto analítico anexado ao "Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova", de 1932, os escolas-novistas brasileiros insistiam na relevância da educação pública para o desenvolvimento da democracia em nosso país. Para tanto, ressaltavam a necessidade de difundir na opinião pública a consciência da importância primordial da complexidade dos problemas de educação brasileira. Além disso, defendiam a hipótese de que sociedades que desejassem ser "modernas" deveriam instituir um sistema de ensino para toda a população, a cargo do Estado e de forma gratuita, com base nos princípios da laicidade, do espírito crítico e da metodologia científica. Isto, de acordo com este ponto de vista, só seria possível se fossem formuladas e implementadas políticas públicas de longo prazo que pudessem ser protegidas, cada vez menos, dos interesses partidários, paroquiais e corporativos. Levando em conta a história da Educação no Brasil desde então, podemos afirmar que a proposta dos Pioneiros foi vitoriosa? Justifique sua resposta, apresentando uma argumentação que possa explicar o porque do sucesso (ou não) desta empreitada por uma Educação Pública no Brasil, condizente com os pressupostos de uma sociedade mais desenvolvida, justa e igualitária.

Qualquer dúvida, ao dispor. 

Inclusive na próxima sexta-feira, 06/10/2017, quando nos encontraremos para a próxima aula em que vamos debater dois tópicos do nosso curso: "Tempos de Capanema: centralização e descentralização na política educacional da Era Vargas"; e "A nossa primeira LDB (1961): o público e o privado na Educação Brasileira".

Até lá!


Prof. Marcos Marques de Oliveira

[Sociologia da Educação II] Estudo dirigido a ser entregue no dia 20/10/2017



Alun@s,

Segue o exercício avaliativo a ser entregue no próximo dia 20/07/2017.

Em duplas, após a inspiradora leitura da entrevista do historiador italiano Lori Zanatta ("América Latina precisa sair da ideia mágica de redenção"), respondam 5 (cinco) das seguintes perguntas:

1. Quais foram, segundo Talcott Parsons, as três revoluções correspondentes aos processos estruturais que contribuíram para a consolidação das sociedades ocidentais? Descreva suas características principais.

- Dica de leitura complementar: o artigo do economista brasileiro Marcos Lisboa ("A industrialização conduz à prosperidade?").

2. Quais são as características do ensino jesuítico que predominou no Brasil Colonial? Qual foi, nesse sentido, o efeito da ausência da concorrência protestante na formação inicial do nosso sistema de ensino?

3. O que mudou com a vinda da Família Real Portuguesa no panorama cultural do Brasil Colonial? De que maneira esse fato contribuiu para os debates sobre o papel da Educação no Brasil Imperial?

4. O que mudou com o advento da República? Tivemos, finalmente, o fim do “dualismo” educacional vigente nos regimes anteriores?

5. Qual foi o principal efeito da “Revolução de 1930” no campo educacional? Como a Igreja Católica se posicionou frente às realizações dos governos de Getúlio Vargas?

- Dica de leitura complementar: a entrevista do sociólogo brasileiro Luiz Antonio Cunha ("Decisão do STF sobre ensino religioso foi vitória dos católicos").

6. Que fato novo surgiu ao final do Estado Novo que impactou a correlação de forças no campo do ensino privado?  Qual foi o seu principal significado?

7. Segundo Florestan Fernandes, no Brasil vige o que ele conceitua como “Dilema Educacional Brasileiro” - o sintoma, no campo do ensino, do nosso “Dilema Social Brasileiro”, que é a resistência sociopática de nossas elites em frear toda e qualquer reforma de avanço em termos de igualdade social. De acordo com o sociólogo, qual o papel de um “educador progressista” num cenário como esse?

E não esqueçam as leituras obrigatórias, expostas e debatidas em sala:

• OLIVEIRA, M. M. de. As origens da educação no Brasil: da hegemonia católica às primeiras tentativas de organização do ensino. Revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação. Rio de Janeiro, v. 12, n. 45, p. 945-958, out./dez. 2004. Link:  .

• OLIVEIRA, M. M. de. Florestan Fernandes. Recife (PE): Fundação Joaquim Nabuco / Editora Massangana, 2010. (Coleção Educadores - INEP/MEC). Link:.

Qualquer dúvida, ao dispor. 

Inclusive na próxima sexta-feira, 06/10/2017, quando nos encontraremos para a próxima aula sobre "A Teoria da Reprodução: o impacto da obra de Pierre Bourdieu no Brasil", a cargo do nosso monitor Nevaldo Júnior.

Até lá!

Prof. Marcos Marques de Oliveira

2 de setembro de 2017

[02/09/2017] 0. Estado e sociedade no desenvolvimento do capitalismo no Brasil.

Prezad@s,

Como combinado, o PPT da aula de ontem, lembrando que para mim, na Ditadura última, nem as músicas do Chico eram boas. Preferia (e ainda prefiro) as do Cólera..

Um exemplo:

'É de noite na estação
sangue fresco, aflição
é no beco, é no bar
só a voz sussurrando

Crime, instinto, é o furor
sado-maso, céu sem cor
meus amigos vão voltar
só que eu já não vou estar lá

obsesso, possuído,
na sarjeta esquecido
álcool, sombras, pedras, gritos
qual de nós parou pra pensar''...

(Trecho de "Caos Mental Geral")

Questão de gosto. Ou desgosto...

Até o próximo encontro, em 15/09/2017.

Finalizaremos a conversa sobre o texto do José Murilo de Carvalho e iniciaremos o debate sobre o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova.

Até lá!

Marcos Marques