O Núcleo de Apoio Experimental em Bioquímica para o ensino
de Ciências e Biologia – mais conhecido por sua sigla NAEB – foi idealizado, em
2015, como um projeto de pesquisa e extensão universitária pela docente Hellen
Jannisy Vieira Beiral, que dava seus primeiros passos institucionais na
Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (FFP/UERJ). Seu objetivo inicial era desenvolver atividades práticas
experimentais na disciplina de Bioquímica do Curso de Licenciatura em Ciências
Biológicas da unidade, sediada no município de São Gonçalo, localizado na
Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro – e que de acordo com as
projeções do IBGE, segundo o Censo de 2024, é, com quase um milhão de habitantes,
a 17ª cidade mais populosa do Brasil.
[...]
Uma atuação que, em suma, no seu conjunto, justamente por
ser efetivada em territórios com singulares marcas étnicas, raciais, de gênero e
classe, pode ser considerada como uma genuína política de “ação afirmativa” –
se entendida aqui num sentido amplo, tal como definida por um importante grupo
de especialistas: “todo programa, público ou privado, que tem por objetivo
conferir recursos ou direitos especiais para membros de um grupo social
desfavorecido, com vistas a um bem coletivo” (Feres Júnior et al., 2018, p.
13). No caso, o direito a uma educação de qualidade, laica e gratuita – que tem
por base uma prática universitária extensionista, que não esquece a vibrante
lição de Carlos Chagas, um dos mais renomados cientistas brasileiros: “Aqui se
ensina porque se pesquisa” (Pavão, 2021, p. 13).
Marcos Marques de Oliveira (Doutor em Educação Brasileira,
UFF), no Prefácio.
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