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"Sem dúvida, a Sociologia não valeria uma hora de trabalho... se não fosse para se atribuir a tarefa de restaurar às pessoas o significado de sua própria ação". [Pierre Bourdieu]
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9 de março de 2010

As bases sociológicas da educação - iniciação ao debate

Olá, amig@s.

Demos, pois, início ao nosso curso.

Debatendo sobre a importância da Sociologia para formação do pedagogo, chegamos a seguinte conclusão:

[Contribuir para o desenvolvimento da análise crítica das relações entre educação e sociedade por meio dos referenciais oferecidos pelas principais teorias sociológicas.]

Destacamos, além da articulação do tema educacional para o desenvolvimento da Sociologia como ciência, algumas de suas especificidades que podem contribuir para o melhor entendimento das questões relativas ao ensino - formal ou não.

Entender para - claro - podermos (enquanto força social) intervir.

Não esqueçam de reler o texto do Horace Miner ("Ritos corporais entre os Nacirema"), que, em resumo, nos deixa a seguinte lição primária, aproveitando de uma velha reflexão de Karl Marx, aqui livremente reproduzida: "Se a essência se confundisse com a aparência, não se precisaria de ciência".

E não esqueçam também das questões que trataremos no próximo encontro:

"Por quê 'resistimos' tanto à Sociologia?"

"Quais os desafios para uma educação (que se presume) democrática?

As bases para o debate, reforço, estão nos textos já indicados: "Ser sociólogo", de Alain Touraine; e "A sociologia para o educador e a sociologia da educação", de Karl Mannheim.

Para completar, ressaltando a trajetória de constituição histórica da Sociologia enquanto ciência, a dica é: "O que é sociologia?", de Anthony Giddens.

Forte abraço e até a próxima aula.

Marcos Marques

2 comentários:

aapahimsa disse...

Adorei conhecer os Nacirema sob a ótica antropológica. Acho que agora entendo um pouco mais os antropólogos. São loucos, coitados. Deviam viver mais e observar menos. Suas observações "neutras" ficam muito longe da realidade. Viva o senso comum!!!

Anônimo disse...

Viva o senso comum, claro - desde que a caminho dialógico para o "bom senso". Abração, André. Valeu pela participação! Marcos Marques